domingo, 16 de dezembro de 2012

Segunda, 10/12/12

Sua voz, era extremamente sedutora.
A mais linda voz que já tinha ouvido
Tudo que queria era beija-lo, te-lo em suas mãos
Mas se obrigou a sentar-se ao seu lado sem toca-lo
Esperando pacientemente sussurrando palavras sem sentido em resposta.
Seus cabelos são mais longos que os dela
Sua espontaneparidade a assusta
Ela quer ser come ele
Sincero, fala o que pensa realmente
Ela queria velo sorrir, queria abraça-lo mas espera pacientemente
Ela está muito nervosa, não consegue pensar direito
Tem vontade de falar o que pensa com ele
Mas obriga-se a calar.
Tudo fugiu da sua mente, nem um álbum do Nirvana ela consegue achar em sua mente
Sua mente está a dar voltas, já pensando no que virá a seguir
Ela não consegue tirar os olhos dele, ele percebe isso mas não lhe diz nada
Então, ele se vira.
E a beija, e ela corresponde loucamente. 
Mas ele quer calma
Ela pega sua nuca e o trás mas para perto.
Um tempo depois se afastam. 
-Vamos para outro lugar. -é tudo o que diz.
E eles vão, ela odeia o a fato de ele manter-se afastado 
Afastados de todos ele a beijou gentilmente, cuidadosamente, mas não era suavidade que eu queria, não agora depois de tudo, ela fecha os punhos em sua blusa, puxando-o com mais força. Ele a envolveu com os braços, puxando-a para perto.
Volta e meia ela abria os olhos por conta do som de passos, e rapidamente se perdia novamente.
Ela sente sua masculinidade contra a sua e se aproxima ainda mais, percebe que talvez o esteja puxando demais, como se quisesse que ele nunca fosse embora.
Ela então enterra as mãos em seus longos cabelos loiros e encaracolados  ele sobe uma das mãos de suas costas para seus cabelos também
Ele é tão gentil. 
Ela se afasta.
-Algo errado - pergunta ele
Ela faz um gesto de negação
- Se eu estiver fazendo algo errado pode falar, é que não estou acostumado a isso - diz ela
Ela dá uma resposta da qual não se lembra mais
Então os dois vão em direção um do outro, e de alguma forma se embaralham e acabam abrasados e não ao beijos como desejavam.
Ela ri nervosa da situação e partem a outro beijo.
São incomodados pelo cheiro ruim do canto da escola e são obrigados a ir embora
Mais tarde ela estaria sentada afastada dele novamente desejando mais um beijo
11:30 estão liberados ela acha que ele vai beija-la mais não o faz
Pergunta-lhe gentilmente se continuaram a se falar, ela lhe diz sim.
Ele lhe dá um suave beijo na bochecha
Ela sobe no ônibus pensando que nunca mais iram se falar, provavelmente
Essa percepção a entristece ainda mais ao vê-lo indo embora
Mas ela coloca um sorriso no rosto e vai falar com as meninas.
Sua mente sempre vagando de volta para aquele dia, para o que deveria ter feito.
Mas agora ao escrever sobre isso, sem ter alguém com quem falar e grata por isso, ela percebe que foi bom ter sido com foi, não precisará mais se esconder por conta desse assunto.


Fabiana Nagel

Nenhum comentário:

Postar um comentário