"Ela era muito estranha.Nem se vestia como menina
Não parecia ter a idade que tinha
Não aparentava ter amigos
Ela não falava com pessoas de sua idade na maior parte do tempo
Ela vivia entre os velhos.
Ela aparentava viver em outros mundos
Nunca aqui, sempre voando longe
Parece que sentia se velha"
- Tudo isso é por conta de que hoje em dia, não fazem mais nada.
- Não é isso, tenho certeza que é mais que isso.
- Claro que não, não passava de um desperdício.
- Como pode dizer isso sem conhece-la ?
- Ninguém a conhecia. Somente aqueles seus livros e os fones que pareciam estar grudados em suas orelhas, quando não estava entre os mais velhos ou sozinha num canto. Ela não era normal!
- Porque falas dela no passado?
- Não é por isso que viesse conversar comigo meu jovem ?
- Sobre o que? Eu, vim pedir ajuda pois a amo.
- O meu jovem..
- Fala-me o que ouve!
- Ela está MORTA, se suicidou, com carta e tudo, pobres pais, a criaram para isso.
- NÃO não pode ser.
- Não fara muita diferença ela já estava quase morta mesmo.
- Fara para mim
O velho homem olhou pensativo e com pesar para o jovem a sua frente, quem diria. Quem sabe se ele não tivesse vindo antes isso não teria acontecido...
Vem chegando uma jovem pela rua, o velho homem pensa ver um fantasma.
Mas, não é ela sim, a jovem estranha.
Contando afobada sobre a garota do quarteirão próximo de apenas 15 anos que se suicidou, a garota que todos pensaram ser ela.
O velho homem olha pensativo para a jovem a sua frente e diz, que todos pensavam que fosse ela.
Ela olha surpresa para ele. Ele explica todos os motivos, quando termina a menina desata numa gargalhada .
- Oh, meu senhor ela diz, eu não tenho motivos para isso, se eu converso com as pessoas sábias, é porque eu percebi cedo que a sabedoria vem com a idade.
Nesse momento o jovem que viera lhe confessar sobre seus sentimentos se levanta.
- Eu sabia que não seria você. Eu vi sua alma, sei que é pura. Eu lhe amo.Ela sorri e olha para o jovem dizendo.
- Achei que o dia em que criaria coragem para dizer-me isso nunca chegaria. Fico feliz que chegou.
Ele a abraça, e ambos saem de mãos dadas.O velho homem ao velos pensa, que se a felicidade tivesse cara seria algo próximo a eles dois.
Depois daquele dia, as pessoas do quarteirão perceberam que a futura geração estava em boas mãos, que sempre haverá boas pessoas.
Fabiana Nagel
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